Discos

Catherine Wheel, Chrome, 30 anos

Muitos são unânimes em afirmar que o termo ou subgênero shoegaze teve seu nascimento no clássico álbum do The Jesus And Mary Chain, Psychocandy. Eu, humildemente, tenho uma outra opinião.

Vamos lá, shoegaze é: mistura fluída de vocais obscuros, distorção e efeitos de guitarra, feedback e volume avassalador – definição retirada do Google. Todas essas distorções e feedbacks, os quatros de Liverpool já haviam feito no Revolver e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Assim como o britpop também com o breve passeio fictício pelas ruas em Penny Lane.

Toda essa introdução foi para chegar no Chrome, segundo album dos ingleses de Great Yarmouth, Norfolk, Catherine Wheel, lançado em julho de 1993. Liderada por Rob Dickinson (primo do vocalista do Iron Maiden). Chrome foi produzido por Gil Norton, especialista em fazer o som de uma banda totalmente independente soar pop mantendo a personalidade da banda.

O álbum foi gravado no consagrado Britannia Row Studios, construído pelo Pink Floyd na década de 70 e foi a casa onde o Joy Division gravou Closer. A linda capa ficou de responsabilidade do Mestre Storm Thorgerson, em um piscina coberta em algum lugar de Londres.

Chrome é equilibrado, coeso, inteligente. Difícil citar alguma música em particular, porque todas têm seu momento de explosão que impressionam a cada audição. The Nude, I Confess, Pain, Crank e a maravilhosa Ursa Major Space Station são os pontos altos do álbum, se é que possível chegar mais alto nesse nível de composições.

Chrome é a união perfeita entre o que restou do shoegaze com post-grunge. Eu carimbo. Obrigatório em sua discografia.

Leo Siqueira

Leo Siqueira é colecionador de discos e amante incondicional do rock inglês.

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