Histórias

75 anos do disco de vinil

Há 75 anos, em junho de 1948, foi lançado o primeiro disco de vinil, o LP Concerto para Violino de Mendelssohn, com a New York Philharmonic Orchestra.

Com 12 polegadas e capacidade ideal para cerca de 20 minutos de cada lado, era superior em todos os sentidos em relação aos antigos discos de goma-laca de 78 RPM – qualidade sonora, durabilidade e tempo de gravação.

Nos primeiros anos, o LP era usado preferencialmente para coletâneas e obras de música clássica. Em meados dos anos 1950 começaram a surgir discos pensados para o novo formato, criando o conceito de álbum, como In The Wee Small Hours, do Frank Sinatra, de 1955. No rock, os Beatles foram a primeira grande banda a valorizar o álbum, a partir de Rubber Soul de 1965.

Depois de perder força nos anos 1990 e quase desaparecer na década seguinte, o vinil vem ressurgindo nos últimos anos, vendendo cada vez mais. Em 2022 houve um crescimento mundial de 17,5%. Porém, a participação no mercado é pequena perto dos streamings (este, sim, o formato majoritário hoje em dia). Somando LPs e CDs, dá menos de 1/5 das vendas mundiais de músicas.

Esse nicho onde está o vinil hoje ainda conta com um forte mercado de vendas de discos usados, contribuindo para que mais pessoas voltem a ter ou conheçam o prazer da experiência multissensorial que é ouvir um álbum todo no velho vinil.

Filipe Silva

Metade do Prisioneiros do Rock

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