Discos

Fresh, 50 anos!

Vou começar este texto com a seguinte afirmação: assim como o Black Sabbath está para o Metal, Chuck Berry está para o Rock, o Sly & The Family Stone define o R&B e a música Soul com perfeição. Eles não são “apenas” uma banda de R&B. Eles definitivamente são o R e o B, em todos os sentidos da palavra.

Este ano, seu disco mais icônico completa 50 anos. Ele marca uma mudança na sonoridade da banda. Ainda temos os vocais distintos de Sly e aquele baixo cheio de groove e suingado que amamos. Mas neste disco, o naipe de metais que até então eram frenéticos, dão lugar a um som mais trabalhado, beirando o contemporâneo eu diria. Fresh é um disco novo e atrevido: busca honestidade e decadência ao mesmo tempo. As apreensões por posse de ilícitos, os assédios nas ruas, a turbulência pessoal e pública venceram o otimismo aparentemente eterno e otimista dos primeiros discos e produziriam algo novo.

Brian Eno disse uma vez que este álbum era importante “por causa do baixo e da bateria”. Você pode ouvir o que ele quis dizer. Eles são proeminentes e parecidos com o jazz nas composições. Mas ele não era o único a citar este disco como uma obra-prima do funk. Miles Davis e George Clinton, só pra citar alguns.

Foto: Herb Greene


O disco tem grandes músicas como In Time, faixa de abre o disco, If You Want Me to Stay (com certeza foi aqui que o Jay Kay se inspirou pra formar o Jamiroquai), Thankful Tonight. No entanto, os verdadeiros clássicos deste álbum são as faixas I Don’t Know (Satisfaction) e Babies Makin’ Babies. Essas músicas representam tudo o que há de bom em Sly Stone. Baixo funky, canto soul poderoso, os metais bem concisos e harmoniosos e guitarra rítmica sólida e precisamente colocada, com aquele toque sutil de pedal wah-wah.

Este álbum, junto com Stand e There’s a Riot Goin’ On ajudou a solidificar Sly Stone como um ícone do R&B e definitivametne mudou os rumos de como o estilo iria ser nos próximos anos.

Pra ouvir no volume máximo!

Crédito da foto: divulgação Amazon

Luis Fernando Brod

Oi. Sou o cara do MINHA VIDA EM VINIL e colaborador do site Disconecta.

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