Discos

Fullgás, de Marina Lima

O quinto disco lançado pela cantora Marina Lima foi como uma carta de alforria, segundo ela mesmo conta. Foi um disco onde ela se liberta da interferência dos produtores e conseguiu sua liberdade criativa para fazer o tipo de música que sempre quis. Foi então que nasceu o álbum e essa canção.

Composta por Marina e seu irmão Cícero, um brilhante poeta, o disco trouxe influências da New Wave com o uso de bateria eletrônica e sintetizadores, permitindo uma liberdade criativa para os outros instrumentos, principalmente o baixo, tão marcante e pulsante neste disco e gravado brilhantemente pelo maestro Liminha.

Quando se reuniam para discutir e compor o álbum em sua casa, ela conta que o disco que regia essas reuniões foi Thriller de Michael Jackson, uma aula de produção de Quincy Jones. O documentário sobre ele na Netflix exemplifica um pouco como era seu processo criativo. E é dai que surge a linha de baixo icônica em FULLGÁS. Aliás, a letra inicial era pra ser FUGAZ, mas logo ela teve a sacada de por Fullgás, um trocadilho entre as línguas inglesa e portuguesa.

O álbum Fullgás, assim como a canção, trouxeram para a cena musical brasileira um estilo diferente do que vinha sendo feito na época, com influências das batidas bem marcadas e dos sons eletrônicos que já faziam sucesso no circuito americano.

Com isso, Fullgás acabou se tornando uma canção que encapsulava muito da sua época, e talvez por isso tenha ficado na memória de quem viveu aquele período, marcado por um estilo musical característico e revolucionário.

O resto da história sobre o disco deixo pro ano que vem, quando o ele completará 40 anos.

Texto originalmente publicado em meu perfil, o @minhavidaemvinil no Instagram.

Foto: Divulgação

Luis Fernando Brod

Oi. Sou o cara do MINHA VIDA EM VINIL e colaborador do site Disconecta.

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