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Midnight Oil – Blue Sky Mining

Em 1987 os australianos do Midnight Oil haviam alcançado um status que parecia inimaginável: reconhecimento mundial. E ele veio com o disco Diesel and Dust e seus singles que tocaram à exaustão em rádios e na MTV: “The Dead Heart” e “Beds are Burning“.

Após Diesel and Dust, Blue Sky Mining, lançado em 1990, consolidou ainda mais o reconhecimento iniciado com o disco anterior. Foi em Blue Sky Mining que a abordagem musical da banda se tornou mais consistente. O sétimo disco da banda era complexo na sua temática, com múltiplas camadas de produção que proporcionaram em um resultado sofisticado e altamente polido.

Conhecidos por suas letras politicamente carregadas e performances enérgicas, Midnight Oil continuou sua poderosa jornada musical com este álbum e, embora a masterização não seja tão exuberante quanto a ouvida em Diesel And Dust, ainda assim é um disco que nos faz querer aumentar o volume e cantar junto (caso você consiga entender o sotaque carregado de Peter Garrett). E o disco ainda é complementado com outros instrumentos como Trompete em “Bedlam Bridge” e uma orquestra em “Mountains of Burma” (que música!), com um arranjo incrível. Outro grande destaque é “River Runs Red“, pra mim a melhor do disco. Ela é simplesmente linda. E convenhamos, ela poderia estar em qualquer disco do Crowded House.

Outro detalhe importante é que Peter Garrett aqui consegue mostrar todo seu alcance vocal, e ter conseguido capturar essa sua paixão foi uma peça fundamental para o disco.

Blue Sky Mining passou a ser um álbum clássico do Midnight Oil e um clássico do rock australiano contemporâneo. Ele pode não ter atingido o auge de Diesel and Dust, mas ainda é um dos melhores álbuns que a banda já gravou. Com as letras poderosas do álbum, performances enérgicas e som distinto, Blue Sky Mining é imperdível e ouvido tanto por fãs quanto por novatos.

Luis Fernando Brod

Oi. Sou o cara do MINHA VIDA EM VINIL e colaborador do site Disconecta.

One thought on “Midnight Oil – Blue Sky Mining

  • Julio Cesar Mauro

    Apesar da capa ter uma inspiração clara no The Pros and Cons of Hitch Hiking do Roger Waters, é um senhor álbum. Discaço !! 🙂

    Resposta

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