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NOUVELLES DU QUÉBEC 02 – PRETTY

Por que a banda se chama Pretty? “Bonitas são as pessoas que aparecem no palco com muito barulho e depois se vão”. É com essa frase que os integrantes da banda canadense Pretty se salvam dessa pergunta cretina! Devemos concordar que é uma baita resposta desconcertante para um entrevistador pois, no improviso, fica difícil replicar algo tão raso quanto esse tipo pergunta, como é de costume!

Pensando bem, talvez estejamos sendo injustos com o entrevistador, pois estamos falando aqui de uma banda nova, não de bandas que vem respondendo essa pergunta desde os anos 60, a qual todos já estão cansados de saber, que teve como inspiração algum nome esquisito de uma tia, de um gato, de uma música, ou de qualquer coisa mais desinteressante que o não conhecimento da origem.

Por falar em anos 60, eu não encontraria outro lugar na prateleira para os discos da Pretty senão junto com clássicos psicodélicos do Grateful Dead, Jefferson Airplane e daquela banda do Syd Barrett. Realmente parece que os caras (e a baterista) saíram de lá e vieram parar aqui, como em uma viagem no tempo.

A banda foi criada entre 2014 e 2015, na cidade de Toronto – Canadá e atualmente é composta pelos músicos Torin Craig (vocal e guitarra), Eliot Rossi (guitarra, percussão e backing vocals), Will Macquarrie (baixo e backing vocals), Brian Heyes (teclados) e pela baterista, percussionista e backing vocal Morgan Zych.

Ano passado (2023), lançaram o álbum “Citrus Magic”, onde destacamos a excelente música “Food For the Moon”. Nas palavras do vocalista Torin Craig “o título vem de uma frase que encontrei em um livro, algo sobre a lua vivendo de nossas emoções, basicamente nos cultivando em um sentido de sustento – muito oculto. Não consigo me lembrar de que livro veio e estou enlouquecendo tentando encontrá-lo novamente. A música em si foi escrita nos dias seguintes ao rompimento, trabalhando com o sentimento de futilidade, perda e tortura emocional que acompanha esse tipo de coisa. São duas pessoas que estão lidando com suas próprias coisas e isso atrapalha a convivência delas – e ei! o que isso importa? somos todos apenas comida para a lua no final.”

Para os amantes de rock psicodélico, deem uma olhada nos videoclipes, em especial no de “Wait For The Sun”.

Com isso, desejamos a vocês, seletos tripulantes, uma boa viagem.

Guilherme Daher

Guilherme Daher é goiano, mas roqueiro, e está atualmente morando (e passando frio) no Canadá

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