Histórias

Obrigado, Andy

É bem comum cometer a injustiça de lembrar dos Smiths apenas pela guitarra de Johnny Marr e pelas letras e voz de Morrissey.

Mas a banda não seria o que foi – e não deixaria o legado que deixou – sem sua cozinha. Em especial pelo baixo “bochechudo” e cristalino de Andy Rourke.

Um baixo que sempre esteve ali sendo essencial. Dialogando/duelando em “Still Ill”, sendo grooveado e funk em “Barbarism Begins at Home”, fazendo a linda introdução melódica de “Cemetry Gates”.

Marr e Rourke se conheciam desde os onze anos de idade. Realizaram juntos o sonho de montar uma banda de rock e fazer dela um sucesso. Dá pra entender porque o Johnny se sentiu traído por Andy ter continuado a tocar com Morrissey após o fim dos Smiths, gravando muita coisa legal, como “Interesting Drug”, “The Last of the Famous International Playboys” e “November Spawned a Monster”.

Mas os dois logo se entenderam e voltaram a ser amigos e parceiros. O último show de Andy Rourke foi ao lado de Johnny Marr, em setembro de 2022.

Andy faleceu com apenas 59 anos. Hoje, como fiz tantas e tantas vezes, escutarei seu baixo passeando ao longo de canções que me acompanham e acompanharão pela vida. Triste, mas agradecido.

Obrigado, Andy

Filipe Silva

Metade do Prisioneiros do Rock

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